sexta-feira, 2 de outubro de 2015

Seu carro pode perceber erros na sua direção, antes mesmo de você cometê-los

Driving 

Imagina poder prever o próximo passo e então evitar um erro que vem a seguir? Seria algo como no filme Minority Report, em que é possível prever um crime antes mesmo de acontecer, e então evitá-lo. Coincidências à parte, aqui estamos falando sobre direção. Isso mesmo, a indústria de automóveis não para de pensar em maneiras de como os motoristas podem dirigir com mais segurança.

Uma nova tecnologia está surgindo para rastrear os passos do motorista atrás do volante, e então prever qual a próxima ação dele. Especialistas afirmam que a maior parte dos acidentes ocorre por causa de erros na direção. Um problema crescente tem sido a desatenção dos motoristas por conta de distrações, como o uso de smartphones.

Trata-se de um sistema de monitoramento que está sendo desenvolvido por pesquisadores, que pode detectar não apenas movimentos do motorista, mas também aprender e memorizar hábitos de direção do condutor.

Esse tipo de sistema pode ser de muito mais utilidade do que apenas rastrear onde o olho está olhando. Essa tecnologia pode dar outros alertas aos motoristas, como, por exemplo, informar que há algo no “ponto cego” do condutor. Esse tipo de informação com certeza poderia evitar muitos acidentes.

A base do sistema está em uma máquina que usa um algoritmo capaz de aprender informações. É possível, por exemplo, prever quando o motorista vai mudar de pista, com uma chance de 90% de acerto. O sensor capta, com precisão, alguns movimentos típicos de quem vai fazer esse tipo de manobra, como olhar por cima dos ombros, acelerar e frear.
Mas a questão vai muito além do que apenas detectar quando um motorista não está com plena atenção no volante. Ashesh Jain, responsável pelo projeto no Brain4Cars (o projeto que está por trás das pesquisas), pede para imaginarmos que o motorista está distraído por um segundo. Se não há nada na frente do carro, se não há nenhum problema, nenhuma possibilidade de acidente, então o carro precisa ser esperto o suficiente para não alertar o motorista. Ou seja, não haveria necessidade nenhuma de criar uma situação que não existe. Para ele, mais importante é como usar as informações obtidas com todos esses sensores.
Esse tipo de pesquisa pode ser mais importante ainda no caso dos carros automatizados. Isso porque, apesar desses carros serem guiados por eles mesmos, pelo menos inicialmente, os motoristas ainda precisam estar atentos para que possam tomar o controle do veículo em algumas situações. No caso de o motorista se distrair com alguma coisa (o que se estima que é ainda mais provável do que com os carros comuns, já que o veículo está se transportando sozinho), isso poderia levar apenas alguns segundos.
Os algoritmos usados foram treinados usando 10 pessoas diferentes, que ao todo, dirigiram quase 2000 quilômetros na Califórnia. Os pesquisadores pretendem disponibilizar todas as informações obtidas durante esse estudo gratuitamente, para que outros pesquisadores possam também utilizar os dados para outros estudos.
Fonte: MIT Technology Review 
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